Blog

Rua Dona Adma Jafet 74, conjunto 43 - Bela Vista - São Paulo, SP

telefone(11) 2614-1325 / (11) 2614-1346

horarioSegunda a Sexta 07:00 - 18:00

Ao receber um diagnóstico de escoliose, é comum surgir uma dúvida imediata: qual tipo de escoliose eu tenho? Isso acontece porque a condição não é única — existem diferentes formas, com causas, evoluções e tratamentos distintos.

tipos de escoliose quais existem e diferencas

Entender os tipos de escoliose é importante não apenas por curiosidade, mas porque essa classificação ajuda o médico a prever o comportamento da curva e definir a melhor abordagem. Além disso, o tipo ajuda a estimar o risco de progressão ao longo do crescimento, especialmente em crianças e adolescentes.

Se você ainda está começando a entender o tema, vale a pena também entender mais sobre escoliose na página principal, onde explicamos o quadro de forma mais ampla.

Quais são os tipos de escoliose?

De forma geral, os tipos de escoliose são classificados de acordo com a sua causa. Os três principais são:

  • · Escoliose idiopática
    · Escoliose congênita
    · Escoliose neuromuscular

Cada um desses tipos apresenta características específicas, que influenciam diretamente no diagnóstico e no acompanhamento.

Além dessa divisão por causa, existem classificações mais detalhadas utilizadas na prática médica para orientar o tratamento.

A seguir, você vai entender as diferenças de forma clara.

Escoliose idiopática

A escoliose idiopática é o tipo mais comum, representando a maioria dos casos.

O termo “idiopática” significa que não há uma causa definida. Mesmo com estudos avançados, não existe uma explicação única — acredita-se que fatores genéticos e de crescimento estejam envolvidos.

Ela costuma aparecer principalmente em três fases:

  • · Infantil (até 3 anos)
    · Juvenil (entre 4 e 9 anos)
    · Adolescente (a mais comum)

Na adolescência, a escoliose pode evoluir mais rapidamente por causa do crescimento acelerado. Por isso, o acompanhamento nessa fase é fundamental, já que o risco de progressão tende a ser maior durante os picos de crescimento.

Escoliose congênita

A escoliose congênita está presente desde o nascimento e ocorre devido a alterações na formação das vértebras durante a gestação.

Essas alterações podem incluir:

  • · Vértebras mal formadas
    · Vértebras fundidas
    · Desenvolvimento incompleto de partes da coluna

Diferente da idiopática, aqui existe uma causa estrutural identificável.

A evolução desse tipo pode variar bastante. Em alguns casos, a curvatura progride rapidamente, exigindo acompanhamento mais próximo desde cedo, especialmente durante o crescimento da criança.

Escoliose neuromuscular

A escoliose neuromuscular está associada a condições que afetam os músculos e o sistema nervoso.

Entre as situações mais comuns relacionadas estão:

  • · Paralisia cerebral
    · Distrofias musculares
    · Lesões neurológicas

Nesses casos, a escoliose acontece porque há dificuldade de controle muscular e sustentação da coluna.

Esse tipo tende a ser mais progressivo e, muitas vezes, está associado a curvas mais acentuadas, exigindo uma abordagem mais cuidadosa e individualizada.

Como a escoliose pode se apresentar na coluna

Além da causa, a escoliose também pode ser descrita pela forma e pela região em que aparece na coluna.

Uma das formas mais simples de entender isso é observando o desenho da curva:

  • · Curva em C: quando a coluna apresenta apenas uma curvatura, formando um arco único
    · Curva em S: quando existem duas curvas, geralmente uma compensando a outra

Também é comum classificar a escoliose pela localização:

  • · Escoliose torácica: ocorre na parte superior da coluna (região do tórax)
    · Escoliose lombar: localizada na parte inferior das costas
    · Escoliose toracolombar: envolve a transição entre a região torácica e lombar

Essa forma de descrever a escoliose ajuda a entender melhor como a coluna está desviada e como isso pode impactar o equilíbrio do corpo. Na prática, essas características também são consideradas na avaliação médica e no planejamento do tratamento.

Como isso funciona na prática

Na prática clínica, identificar o tipo de escoliose é uma das primeiras etapas do diagnóstico.

Isso porque cada tipo apresenta:

  • · Risco diferente de progressão
    · Idade típica de aparecimento
    · Resposta distinta ao tratamento

Por exemplo:

  • · A escoliose idiopática adolescente pode ser acompanhada ou tratada com colete em alguns casos
    · A congênita pode exigir intervenções mais precoces
    · A neuromuscular geralmente requer acompanhamento multidisciplinar

Além disso, o médico avalia outros fatores importantes, como o grau da curvatura (medido pelo ângulo de Cobb), o crescimento do paciente e os sintomas.

Quando isso é importante ou preocupa

Entender os tipos de escoliose é especialmente importante quando se trata de prever a evolução da condição.

Alguns cenários que merecem mais atenção incluem:

  • · Diagnóstico em crianças pequenas
    · Curvas que aumentam rapidamente
    · Presença de doenças neurológicas associadas
    · Alterações estruturais visíveis na coluna

Nem toda escoliose evolui ou exige tratamento. Porém, saber o tipo ajuda a identificar quais casos precisam de acompanhamento mais próximo.

Isso reduz o risco de progressão significativa e permite intervenções no momento adequado.

Como é avaliado ou tratado

A avaliação começa com exame clínico e confirmação por imagem, geralmente com radiografia.

A partir disso, o médico define:

  • · O tipo de escoliose
    · O grau da curva
    · O risco de progressão

O tratamento varia conforme esses fatores, podendo incluir:

  • · Observação e acompanhamento
    · Uso de colete ortopédico
    · Tratamento cirúrgico em casos específicos

Importante: o tipo de escoliose não determina sozinho o tratamento. Ele faz parte de um conjunto maior de informações que orientam a decisão médica.

Se quiser entender melhor como esse processo funciona, vale a pena entender mais sobre escoliose na página principal, que aprofunda o diagnóstico e as opções de tratamento.

Quando procurar um especialista

A avaliação com um especialista em coluna é importante sempre que houver suspeita ou diagnóstico de escoliose.

Fique atento a sinais como:

  • · Ombros em alturas diferentes
    · Quadris desalinhados
    · Inclinação do tronco
    · Assimetria ao se inclinar para frente

Além disso, crianças e adolescentes em fase de crescimento devem ser acompanhados com atenção redobrada.

O diagnóstico precoce permite identificar o tipo de escoliose e acompanhar sua evolução de forma adequada.

Perguntas frequentes sobre tipos de escoliose

Qual é o tipo mais comum de escoliose?
A escoliose idiopática é a mais frequente, especialmente na adolescência.

Escoliose congênita sempre é grave?
Nem sempre. A gravidade depende das alterações na formação da coluna e da evolução ao longo do crescimento.

Escoliose neuromuscular tem tratamento?
Sim. O tratamento é individualizado e pode envolver diferentes abordagens, dependendo da condição associada e da gravidade da curva.

É possível ter mais de um tipo de escoliose?
Em geral, não. A classificação é baseada na causa principal da curvatura.

Saber o tipo de escoliose muda o tratamento?
Sim. O tipo ajuda a prever a evolução e orientar a melhor estratégia de acompanhamento ou intervenção.

Compreender os diferentes tipos de escoliose é um passo essencial para interpretar o diagnóstico com mais segurança e entender o caminho do tratamento.

Consultório - Bela Vista

Rua Dona Adma Jafet 74, conjunto 43
Bela Vista - São Paulo - SP
CEP 01308-050

(11) 2614-1325
(11) 2614-1346

AACD - Hospital Abreu Sodré

Av. Prof. Ascendino Reis, 724
Moema - São Paulo, SP - Brasil
CEP: 04027-000

(11) 5576-0777

Hospital Sírio Libanês

Rua Dona Adma Jafet, 115
Bela Vista - São Paulo - SP
CEP: 01308-050

Tel: (11) 3394-5007

Acesso rápido

Entenda sua doença

Tratamentos

Dicas

Matérias

Vídeos